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Um pouco de humanidade

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Poema em linha reta Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) "Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nist...

Seres Paradoxais

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"É refrescante tirar toda a maquiagem e ser o que sempre fomos, seres humanos, tolos e lúcidos, incoerentes e sábios, frágeis e seguros, enfim, paradoxais. Quem não inventa sua história não reescreve seus textos. Lembrem-se: Não há ser humano que não tenha ou não construa seus fantasmas. " [A.Cury - O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos] Não é mesmo que somos extremamente paradoxais? Mudamos de "humor" de uma hora para outra... Podemos estar sentindo medo em determinada situação, mas arrancamos coragem e força sem saber de onde, para lutar por nossas vidas e pela de quem amamos! Passamos de alegres a depressivos se algo acontece... Somos explosivos em situações que pedem calma... E nos arrependemos muito depois! Odiamos uma pessoa, mas no fundo, odiamos por amá-la tanto... Enfrentamos situações extremas todos os dias, mas trememos de medo ante perigos imaginários... Temos medo de amar, mas arriscamos. Nos decepcionamos com as pessoas, mas acreditamos nela...

Pelos caminhos da vida..

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Nos nossos caminhos encontramos gente de todo tipo. E algumas delas passam a fazer parte do nosso eu. Tudo o que sou tem um pouco de cada um que surgiu na minha longa estrada. De todas estas pessoas retirei um pouquinho das coisas boas e aprendi com as coisas "ruins", com os erros. Cometer erros é inevitável. Ninguém está imune a isto. Não se pode acertar sempre, não se pode ganhar sempre, não se pode estar feliz e de bem com a vida sempre. Temos os nossos momentos de bicho, de maldade, onde deixamos o nosso lado ruim sobressair. Já dizia o poeta Fernando Pessoa: "Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer." O importante é se arrepender das coisas ruins e aprender com elas. Cometer erros nos faz crescer mentalmente, "humanamente" (inventei!) e espiritualmente. Se erramos temos a chance de aprender com este erro e tentar acertar ou consertar isso. Burrice é insistir no erro....

Paradoxos do nosso Tempo

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"O paradoxo do nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; rodovias mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais e temos menos; nós compramos demais e desfrutamos menos. Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências e menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais competência, porém mais problemas; mais medicina e menos saúde. Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária (sem controle), rimos de menos; dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da tv e raramente oramos. Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüencia. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão das nossas vidas, mas n...