17/11/2009

Aqui Jaz...



Em mais uma das aulas estranhas e ao mesmo tempo interessantes de Psicologia Fenomenológica Existencial, o professor apareceu com um "sonzinho" nas mãos e colocou um cd de marchas fúnebres ou réquiens (como vocês preferirem) para tocar.
Eram músicas até bonitas, como aquelas de propagandas como a do "Bosque da Esperança Cemitério Parque".
Enquanto a música rolava, começou a distribuir uma folha com um desenho de uma lápide escrita com esta frase tããão conhecida: "Aqui Jaz".
Após distribuídas as folhas, pediu que imaginássemos o dia da nossa morte e escrevessemos a nossa própria lápide.
Meio mórbido, eu sei.
E confesso: foi um pouco difícil!
Não consigo pensar no que gostaria de ter escrito no meu "último leito".
Prefiro deixar essa tarefa por conta das pessoas que me conhecem, da minha família e amigos.
Mas é um ótimo exercício para refletir sobre o que fazemos, vamos fazer e tudo o que já fizemos em nossas vidas.
Nos faz pensar sobre o que vamos deixar para aqueles que ficam.
Me emocionei e senti aquele aperto no peito ao escrever a minha.
Um filme da minha vida passava todo ali, na minha frente, naquele momento. A cada palavra que eu escrevia várias cenas boas e ruins vieram à minha cabeça.
Não tive coragem de ler em voz alta.
Algumas pessoas leram e a turma toda se emocionou junto enquanto elas choravam.
Parecia que aquilo estava acontecendo mesmo.
Foi uma experiência estranha, mas boa.
Espero que eu deixe boas lembranças quando minha hora chegar.

BeijO!

Ps: Mais uma vez, recomendo: tente fazer esta experiência. Não precisa que mais ninguém leia, só você.
Apesar da angústia, faz bem....

2 comentários:

Marcos disse...

eita, moça!
Que coisa estranha mesmo!
Ainda não quero pensar nisso..
Só de imaginar aqui me deu nó na garganta!
rsrs

Beijos

Marina disse...

Ei meu beem!
Nossa!
Que legal!
Vou fazer esta experiência sim..
Beijão pra você!
Otimo fim de semana!