30/01/2012

E o que é que a vida fez da nossa vida?


Engraçado como nos últimos tempos tenho reencontrado pessoas que fizeram parte da minha vida por um bom tempo, mas que acabaram tomando rumos diferentes e perdemos contato.

Amigos, colegas de escola, ex-professores da escolinha, ex-namorados, enfim.
Tiveram alguma importância na minha história, na pessoa que fui, na pessoa que me tornei.

Sinto saudades de muitas destas amizades.
Mas sei que o tempo já se encarregou de fazer com que ficassem apenas no passado.

Certas coisas são feitas para durarem um tempo determinado, e mesmo assim, terem um impacto enorme em nós.

E a vida segue.
E a gente segue com a vida da gente.

21/01/2012

Medo


Eu já não sei o que fazer.
Em relação a tudo.
Em relação a nada.
Me pego olhando pro tempo, com pensamentos estranhos que não são meus.
Tenho medo deles.
Tenho medo do que podem fazer de mim.

"Você é forte", "Você supera", "Você aguenta", "Sua vida é muito boa"...

Não, não está tão boa assim pra mim. Não, não sou tão forte assim não.
E estou esgotada.

Sei que as pessoas já estão de saco cheio desse papo de "minha vida tá uma merda (com o perdão da palavra), mas é o que estou sentindo, o que estou pensando!

Se eu pudesse voltar no tempo e passar uma borracha em certas coisas, ou adiantar o tempo para pular certos sofrimentos, eu faria isso sem nem pestanejar.

Mas a gente não tem controle sobre tudo.

Meu medo de perder e de cair só aumentam a cada dia que passa.
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Eu só não queria que você largasse a minha mão.
É difícil caminhar sozinha...

14/01/2012

Mais um tombo...



Estive conversando com um grande amigo estes dias e ele me fez a seguinte pergunta:
Você é feliz?

Não.
Se estou bem?
Posso dizer que estou 'levando'...
Não sei até quando.
As vezes é coisa demais.

Há apenas uma semana que fiz a cirurgia.
Estou bem, em relação a ela.
Mas psicologicamente, não.
Odeio ficar presa.
Não gosto de dar trabalho nem depender dos outros.
Não gosto de ser limitada.
E nem de limitar.
Mas acabo fazendo isso na situação em que me encontro.

Confesso que não foi uma nem duas vezes que passou "besteira" na minha cabeça.
Alguns momentos me vem pensamentos do tipo:
"Do jeito que tá não dá mais. Não vale a pena."
Tenho minhas muitas crises de choro.
E tenho medo de entrar em depressão.

Não é por culpa de ninguém, já que estou sendo muito bem cuidada pela família do meu namorado e por ele, enquanto minha mãe está por conta do meu irmão que ainda está internado.

É mais pela situação. Por estar nessa mais uma vez.
Por relembrar tudo o que passei.
Por ter um início de ano tão 'assim', esperando algo melhor acontecer a cada dia.
Sei que isso tudo pode ser um tipo de aprendizado,
de provação. Que é mais um obstáculo.
Sei que tenho capacidade para superar.

Mas as vezes fraquejo.
E não consigo me apoiar, me segurar.
Tenho medo de cair.
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10/01/2012

Ciru-quÊ?


Cirurgia.

Me dá um arrepio quando ouço.
Dou um sorriso daqueles sem graça, como quem diz "É, já passei por isso."
E não gostaria de passar de novo.

Mas, porque diabos uma menina que já tem 4 pinos de titânio na coluna lombar resolve furar onda grande em Copacabana no primeiro dia do ano?

- "Aaah, fazia tanto tempo que eu não ia à praia... aah, precisava de um banho de mar pra começar o ano!"

Mas, aquela bendita e enorme onda que furei tinha que quebrar em cima de mim e ainda quebrar meu TORNOZELO.
Pois é... Tornozelo.

Não foi falta de rezar não, porque o que mais fiz foi rezar neste fim de ano!

E agora, aquela palavrazinha que me causa arrepios voltou pra me atormentar.
Em pleno 10 de janeiro lá vou eu pra mesa de cirurgia d novo, acrescentar mais um pino para meu corpitcho.


Mas o que me preocupa, é que como sou azarada, nunca sei o quanto vai dar certo, o quão simples será.

Afinal, da outra vez tambem era pra ter sido.

E bate aquele frio na barriga. Ninguém vai entender o porque.... Mas o meu medo existe. Só não demonstro tanto.


Que Deus esteja comigo.

05/01/2012

Para aliviar a dor


Pouca gente sabe que não sou tão forte quanto aparento.
Não sou tão insensível (pelo contrário).
Mas as vezes as coisas vem para mim com uma intensidade tão grande que fica difícil suportar.
É difícil carregar. Pesa os ombros.
Sinto as pernas estremecerem.
O chão se abrir.
Sei que a qualquer momento posso desabar.

Tenho medo de não aguentar a pressão.
De sucumbir.

Sei que poucos estariam comigo se eu caísse.
Menos ainda me ajudariam a levantar.

Na verdade, nem sei se eu me levantaria.
Porque do jeito que as cosias vão, tudo acontecendo de uma vez, as vezes tenho dúvidas se vale a pena ou não.
Estou cansada destes joguinhos da vida.
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