20/11/2010

O Platônico / O Parceiro / O Inacabado




Tive/tenho um amor platônico.
Um homem 10 anos mais velho que eu. Sim, o J.
Gostava de ir ao shopping com minha amiga, fiel escudeira (oi Dani!), e as vezes passava na frente da loja que ele trabalhava só pra ficar olhando para aqueles olhos verdes maravilhosos... Aquele homem enorme... Aquele sorriso que faz qualquer uma derreter...

Anos depois eu estava extasiada de tanta alegria por ter realizado aquela fantasia platônica.
Ele apareceu na porta da loja, no final do meu expediente, com um bombonzinho para mim. (Owwn! *.*)
Eu trabalhava em horário diferente do dele, mas a turma resolveu sair e ele também foi.
Foi o dia que ficamos pela primeira vez.
Explodiiiia de alegria. Até tenho fotos do beijo.. rs.
Finalmente estava com ele.
É... Mas ele não estava comigo.
Nunca esteve, na verdade.

Demorei um tempo para perceber isso, e quando percebi, doeu muito.
Sangrou... Foi difícil juntar os cacos.
Mas mesmo sabendo de tudo, do quanto se machucou, meu coração não consegue se afastar dele.
Afinal, amores platônicos são assim, né?

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O Parceiro
Meu primeiro namorado em casa, Gustavo, era 5 anos mais velho que eu.
Começamos a namorar mais por pressão das famílias, que eram amigas.
Com o tempo o sentimento foi surgindo realmente.
Ele era incrível... Sempre muito carinhoso, atencioso, parceiro.
Chegou a me dar uma aliança que daí uns anos usaríamos de noivado (as alianças foram dos pais dele).

Mas foi um namoro conturbado, pois foi bem na época em que as confusões na minha casa estavam ocorrendo.
O ex-marido da minha mãe que antes insistia no nosso namoro, agora implicava. Eu já não conversava com ele. A coisa tava feia... Não estava suportando mais.

Pelo meu próprio bem, eu e Gustavo decidimos que eu deveria ir embora para Itabira (antes mesmo do final do ano). Tenho uma carta que ele escreveu um tempo antes dessa decisão.. Na verdade eu já iria no ano seguinte, e na carta ele dizia o quanto me amava e como sentiria minha falta, que não gostaria de ficar longe, não me trairia, não queria nenhuma outra além de mim, etc etc etc. Mas terminamos com minha ida.

Tenho uma profunda gratidão e afeto por ele, pois se não fosse seu apoio, nem sei o que seria de mim... Não teria conseguido sem ele. Foi ele quem me deu forças. Ele era minha sustentação.

Hoje não temos nenhum contato. Está casado e tem uma filha.
Às vezes encontro com os pais dele ou a cunhada...
Mas dizem que a mulher dele é muito ciumenta. Prefiro não me meter. Rs!

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O Inacabado

Um dos grandes amores da minha adolescência já foi citado aqui algumas vezes.
M.3 anos mais velho (mas nem parece...).
Tivemos uma história meio maluca e ele não é o tipo de cara com quem eu realmente namoraria se fosse olhar pelos outros namorados que tive. Nem de tipo físico nem de requisitos (tipo: saber conversar sobre as coisas que acontecem no mundo, portanto, “atualizado e interessado” meio que intelectual, gosto de conversas inteligentes, que me instiguem. Gosto de debater. Que saiba também discutir de coisas simples, que tenha objetivos na vida, que procure sempre obter algum conhecimento, que seja trabalhador, que lute pelo que quer, que demonstre o que sente, etc etc etc...).
Muita coisa aí ele passa um pouco distante. Rs.
Não é nem um pouco intelectual. Nem gosta de estudar. Se trabalha, é porque precisa e ainda “escolhe” o trabalho.
Diz gostar de mim, mas não demonstra. Não me procura, não se esforça para me encontrar. Mora a praticamente 40min de mim, mas “não gosta de andar de ônibus”. Então já viu, né? Ô raiva!

Mas o amor tem dessas coisas, não é?
Nem tivemos mesmo um namoro, acho que posso dizer que foi um caso.
Mas havia muito sentimento ali...
Naquela época não queria saber de nada disso aí, e ele era diferente também.
Tinhamos outras “cabeças”. Nos encontrávamos com freqüência. Ele se esforçava sim pra me encontrar. Mas não precisava nem de pegar ônibus. Haha...
Não nos preocupávamos tanto com “futuro”.
Só nos preocupava viver. E estudar. E namorar... E sorrir... E nos divertir...

O fato de nossa história ter sido interrompida é que me deixou com um vazio que ainda carrego.
Aquela sensação de “to esquecendo algo...”.
Ainda conversamos e já nos reencontramos, mas muitas confusões já aconteceram.
Dia desses, ele disse que fui a única de quem ele realmente gostou...
Imaginem meu sorrisão? :D


Coisa boa de se ouvir...(ou ler né, no caso!)

BeijO ;*

5 comentários:

Grasi disse...

Ah o amor... sempre deixando rastros. Tb tenho umas lembranças loucas, coisa difícil mesmo de esquecer... mas, melhor deixar adormecidas.
Bjão lindona e um ótimo domingo :)

Andressa Keka disse...

ooown que graça.
gosto tanto de histórias de casais, na maioria são tristes...
mas são emocionantes, todo mundo já teve um amor platônico *.*
e um amor que não tem nada haver com vocêê, e um meiguinho...
amores..

Angel disse...

A medida que ia lendo os teus amores, lembrei dos meus. No meu caso, não sei direito o que foi amor e o que foi admiração exagerada, ilusão de quem não tinha mais o que fazer, não tinha exatamente em quem pensar. Bem... estou aqui na torcida pelo Definitivo, tanto para mim, quanto para você.

:-)

Abraço!

Desabafando disse...

Ah que bom ler histórias assim!

Jackie disse...

Amoresss!! muito fofo, seu post, ameii as histórias! eu estou mega apaixonada e por alguém que eu achava o meu oposto, e felizmente está dando muito certo!
beijooo