19/10/2011

Deixe a porta aberta...


"Ela não queria que ele saísse por aquela porta.
Não daquela maneira como as coisas estavam entre eles.
Mas ele se foi. E nem mesmo olhou para trás.
Levou consigo uma parte dela. A melhor parte.
O que ficou ali foi apenas a parte triste e a parte dura.
Toda aquela alegria, os sorrisos e gargalhadas, a doçura, tudo isso se foi quando ele atravessou a porta da sala.
Ela não seria mais a mesma.
Nem ele.

Sentiriam falta um do outro, mas não havia volta.
Algo tinha se quebrado, e como vidro, não dá para colar e reconstruir.
Muitos pedaços ficariam faltando.

Agora ela estava sem um grande pedaço dela.
Um vazio.
Tentaria preenchê-lo com um copo de vodka ou outro..
Um cigarro num cinzeiro...
Noitadas em um boteco qualquer, com um homem qualquer que não traria de volta aquela parte que faltava.
Nada traria.
Mas com o tempo, o vazio seria preenchido por ela mesma.

E eles se encontrariam em um esquina, ou num parque, ou em algum lugar.
Se olhariam, sem nada dizer, e pensariam consigo: "Como fui feliz! Como deixei as coisas chegarem naquele ponto? Por que não deu certo?"
Eles eram como almas gêmeas, mesmo que estas não existam.

Mas a culpa não é de ninguém.
É da vida.
E só."

Um comentário:

A.S. disse...

Sem cumplicidade e partilha, nenhuma relação amorosa sobrevive!!!


Beijos,
AL