14/05/2014

Remar. Reamar. Amar.



Todos nós temos cicatrizes.
 O que nos difere realmente é a maneira como lidamos com nossas feridas de amor.

Tenho aprendido ao longo do tempo a tirar experiências e boas lembranças de relações fracassadas.
Parando de me culpar e assumindo que se não deu certo, é por causa de dois. 
Relacionamentos não são feitos sozinhos. A relação é uma via de mão dupla.
Um barco com dois ocupantes, que as vezes navega em calmaria e outras vezes em tormentas.
Para superar as tormentas, ambos precisam remar forte. Ou o barco afunda.

Já naveguei diversas vezes em barcos furados onde eu era a única a remar.
As forças se esgotam e chega um momento em que você aceita o naufrágio.
Dói. A constatação de que não há mais o que fazer dói.

Talvez sejamos salvos, talvez cada um nade para um lugar, talvez nunca mais nos vejamos.
Boa sorte pra nós. E deixe estar. "O que for pra ser, vigora."

Um comentário:

KM/Shinma/Mauricio disse...

Realmente... o que é pra ser, vigorara.

Tem muitos porém sobre as experiências que foram fracassadas. E de forma geral é sempre a mesma questão: Somente um a remar...

Uma certa inveja (não maldosa, claro, mas com aquela mentalidade de `ainda terei minha oportunidade também`) recaia sobre aqueles que se davam bem instantaneamente e perdurou por muito tempo ou ainda perdura.
A hora certa, no lugar certo.

Mas tudo bem, do tempo atual, vejo que não tenho com o que sofrer. Melhor estar bem consigo mesmo (sozinho) do que estar mal e carregando um peso que parece que só aumenta...
A não ser que uma hora hei de aparecer a pessoa que complete, mesmo que tenhamos suas diferenças.

Nada como o tempo para responder melhor, sempre.